Uma ação civil pública referente ao fornecimento de medicamentos, protocolada no dia 2 de maio, em Umuarama, teve julgamento proferido na quinta-feira, dia 10. Sim, a decisão do juiz Marcelo Pimentel Bertasso, que atua na referida comarca de entrância final, foi dada em apenas oito dias pelo sistema de processo digital “Projudi”. Em tempos de relacionar o Poder Judiciário apenas à morosidade, a tecnologia abriu caminhos para dar celeridade aos procedimentos e às decisões. “Ações similares em meio físico levam de 6 a 8 meses para serem julgadas (ainda que com julgamento antecipado), porque só a citação do Estado do Paraná leva quase cinco meses, já que é necessária a expedição de carta precatória para Curitiba. Com o Projudi, o tempo tomado com providências burocráticos foi drasticamente reduzido, o que permitiu julgamento tão célere”, explica o magistrado, autor da decisão.
Bertasso é um defensor das novidades tecnológicas que colaborem com o Judiciário, além de possuir dois blogs ativos onde comenta julgados dos tribunais superiores, ambos com público fiel e crescente. “A demora da Justiça não é só imputável ao juiz e pode ser combatida com a adoção de meios modernos e bom emprego da tecnologia. Lógico que o caso que eu encaminhei era bem específico e não exigiu a produção de provas, mas mostra toda a potencialidade da virtualização”, afirma o magistrado que também incentiva a utilização, pelo segundo grau de jurisdição, da via digital como meio de auxílio dos julgadores, servidores e população. “É uma pena que o TJPR não tenha Projudi, do contrário a apelação também seria julgada em questão de dias, e o processo todo duraria semanas”, conclui.

Os blogs do juiz Marcelo Pimentel Bertasso
http://mpbertasso.wordpress.com
http://divisaoinformativos.wordpress.com
























