Presidente da AMAPAR e presidente interino da AMB destaca a necessidade de valorizar o Judiciário durante a posse da desembargadora Suzana Massako Hirama Loreto de Oliveira
Rômulo Cardoso Segunda, 19 Outubro 2026
O presidente da AMAPAR e presidente interino da AMB, Marcel Ferreira dos Santos, prestigiou na sexta-feira, dia 16, a posse da nova desembargadora do TJPR, Suzana Massako Hirama Loreto de Oliveira. Promovida pelo critério de merecimento, em lista exclusiva para mulheres, a magistrada passou a ocupar a vaga decorrente da aposentadoria do desembargador Miguel Kfouri Neto, ocorrida em agosto.
"Chego a este Tribunal com respeito por sua história, pela contribuição daquelas e daqueles que me antecederam e pela confiança que me é depositada. Trago comigo as lições dos primeiros anos de magistratura, os ensinamentos das diferentes funções que exerci e, sobretudo, a disposição de continuar aprendendo", afirmou a nova desembargadora.
Ao falar em nome da AMAPAR e da AMB, o presidente Marcel Ferreira dos Santos ressaltou a carreira, de quase três décadas, da nova desembargadora. O magistrado também destacou a contribuição de Suzana como juíza auxiliar do STF e também na equipe da presidência do CNJ.
“Para a magistratura paranaense, isso é motivo de legítimo orgulho. Mostra que as nossas comarcas formam juízas e juízes capazes de servir ao país nas mais altas esferas do Poder Judiciário, e que o primeiro grau segue sendo a grande escola da magistratura brasileira”, afirmou.
Marcel também comentou sobre a importância do papel da magistratura na sociedade brasileira. “A sociedade tem o direito de exigir do Poder Judiciário transparência, eficiência e integridade. E a magistratura tem respondido com trabalho, com resultados e com prestação de contas. A promoção que hoje celebramos é prova disso: decidida por critérios objetivos, avaliados de forma pública e fundamentada”, ressaltou.
A cerimônia de posse reuniu familiares, amigos e diversas autoridades, entre elas o presidente do STF, o ministro Edson Fachin. A presidente do TJPR, desembargadora Lidia Maejima, elogiou a empossada que já foi sua aluna e estagiária em Londrina. “Já pude perceber naquele tempo a competência elevada da jovem Suzana. Corajosa e destemida, foi a primeira conciliadora do então recém-criado Juizado de Pequenas Causas Criminais”, lembrou.
A desembargadora Luciane Bortoletto discursou em nome dos desembargadores do Tribunal e destacou que a promoção ocorreu por merecimento em uma vaga destinada exclusivamente às mulheres. “Essa circunstância merece ser lembrada por ser você, Suzana, uma magistrada cuja trajetória tantas vezes encontrou outras mulheres. Mulheres que precisaram ver o sistema de Justiça pela violência que sofreram. Mulheres que clamavam por segurança para si e para os seus filhos. Mulheres que nos mostraram o quanto é preciso construir políticas de proteção. Mulheres que precisam ter as suas experiências e as suas dores compreendidas”. 
Com informações e fotos do TJPR.



