Presidente da AMAPAR participa de reunião do grupo de trabalho do CNJ para estudar propostas ao sistema remuneratório da magistratura

Rômulo Cardoso Quinta, 02 Julho 2026

Presidente da AMAPAR participa de reunião do grupo de trabalho do CNJ para estudar propostas ao sistema remuneratório da magistratura

Conduzida pelo presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, a reunião foi realizada nesta terça-feira (30), na sede do Conselho, em Brasília.

 

Vice-presidente de Valorização do Magistrado e Políticas Remuneratórias da AMB, o presidente da AMAPAR, Marcel Ferreira dos Santos, tem acompanhado a pauta remuneratória com grande atenção. O magistrado participou na terça-feira, em Brasília, da reunião do grupo de trabalho e afirmou que a iniciativa do CNJ cria um ambiente de diálogo técnico e institucional necessário para o aperfeiçoamento da política remuneratória da magistratura.

 

“Fortalecer a magistratura é fortalecer a capacidade do Judiciário de entregar uma prestação jurisdicional eficiente e de qualidade à sociedade”, destacou o dirigente associativo.

 

Ao representar a maior entidade da magistratura brasileira, a presidente da AMB, Vanessa Mateus, ressaltou a importância da recuperação da estrutura constitucional originalmente concebida para fazer da magistratura referência remuneratória do serviço público.

 

“A estabilidade caminha com a independência da magistratura e temos uma solução única: que o subsídio, espinha dorsal da carreira, tenha preservado o seu poder de compra. Sem essa garantia, não haverá estabilidade para as futuras gerações da magistratura nem independência”, afirmou.

 

Segundo a presidente da AMB, a defasagem acumulada do subsídio desde 2006 já alcança 54%.

 

Vanessa Mateus também abordou o desafio de conciliar a valorização da magistratura com a responsabilidade fiscal. Segundo ela, a sociedade cobra o respeito ao teto remuneratório, mas também espera que o Poder Judiciário adote mecanismos capazes de ampliar a eficiência da prestação jurisdicional.

 

Nesse contexto, destacou que é necessário reconhecer incentivos compatíveis com o crescimento de 61% da carga de trabalho da magistratura.

 

Com informações da AMB.
Foto - CNJ.

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