Órgão Especial do TJPR aprova possibilidade de migração do Projudi para o e-Proc

Rômulo Cardoso Segunda, 01 Setembro 2025

Órgão Especial do TJPR aprova possibilidade de migração do Projudi para o e-Proc

AMAPAR acompanhará todo o processo, com participação ativa da magistratura e atenção ao modelo de governança colaborativa já adotado em 18 tribunais do País.

Na sessão extraordinária desta segunda-feira (1º), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná aprovou de forma unânime a proposta de possibilidade de migração do sistema eletrônico Projudi para o e-Proc.

 

A decisão marca um passo importante no debate sobre modernização da Justiça paranaense, considerando que o e-Proc já é utilizado em 18 tribunais brasileiros, incluindo tribunais estaduais de grande porte como TJRS, TJMG, TJRJ e TJSP, além dos Tribunais Regionais Federais da 4ª e 6ª Região e do Superior Tribunal Militar.

 

Ao relatar o feito durante a sessão, a presidente do TJPR, desembargadora Lidia Maejima, explicou que a instituição iniciou estudos preliminares com vistas à eventual alteração de seu sistema judicial, com o objetivo de aprimorar a prestação jurisdicional e a eficiência dos serviços oferecidos à sociedade. 

 

O sistema, originalmente desenvolvido pelo TRF-4, é atualmente mantido em governança colaborativa, modelo que permite a participação conjunta dos tribunais usuários no desenvolvimento de novos módulos, atualização tecnológica e compartilhamento de boas práticas. Essa característica tem sido apontada como diferencial para garantir evolução contínua e eficiência na prestação jurisdicional. 

 

Com a adesão do Paraná, 80,18% dos processos da Justiça Estadual estarão no e-Proc.

 

O presidente da AMAPAR, Marcel Ferreira dos Santos, destaca que a entidade acompanhará ativamente todas as etapas desse processo de transição. A Associação indicará representantes para compor grupos de trabalho e comissões, assegurando que a magistratura paranaense participe de forma efetiva das discussões e que eventuais impactos da mudança sejam amplamente debatidos.

 

Segundo o magistrado, o acompanhamento próximo e a representação institucional são essenciais. 

 

"Nosso compromisso é garantir que a voz da magistratura seja ouvida, que as condições de trabalho sejam preservadas e que a transição, se efetivada, ocorra com a máxima segurança e transparência. Seguiremos informando cada passo à classe", comentou. 

 

O presidente da AMAPAR, Marcel Ferreira dos Santos, acrescenta que a entidade está em constante contato com a presidente do TJPR, a desembargadora Lidia Maejima, e reforça a disposição em dialogar com os associados e associadas, recebendo sugestões e preocupações que possam contribuir para esse processo de grande relevância institucional.

 

 

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