Diretoria da AMAPAR participa do evento “Construindo um Tribunal Antirracista - Consciência Negra 2025”
Rômulo Cardoso Quinta, 27 Novembro 2025
A AMAPAR e a AMB marcaram presença na terça-feira (25) no evento “Construindo um Tribunal Antirracista - Consciência Negra 2025”, promovido pelo TJPR, por meio da Comissão de Igualdade e de Gênero da instituição.
Alusivo à semana da Consciência Negra, o evento teve o objetivo de reforçar a reflexão e o fortalecimento das ações voltadas ao enfrentamento da discriminação racial, além de integrar-se a uma série de ações do Poder Judiciário do Estado do Paraná na luta contra o racismo e na construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária.
Na ocasião, foi apresentado o Guia Antirracista, com reflexões e orientações voltadas à promoção da consciência racial no Judiciário.
Vice-presidente da AMAPAR, a desembargadora Jaqueline Allievi também representou a AMB e ressaltou que o encontro está inserido como marco civilizatório. “São momentos em que reafirmamos, juntos, que o Judiciário precisa ser um instrumento de justiça não apenas nos processos, mas também na vida concreta, nas relações humanas e na cultura institucional que construímos todos os dias”, acrescentou.
Ao destacar a apresentação do guia antirracista, a magistrada apontou que a iniciativa nasce do cuidado, da coragem e do compromisso de transformar realidades. “A AMAPAR apoia e enaltece esses eventos que geram inclusão e acolhimento aos seus associados”, salientou.
DISCRIMINAÇÃO RACIAL NEGATIVA E VISÃO INDIVIDUALISTA
Durante o evento, a juíza Louise Nascimento e Silva, ao falar sobre pontos do guia antirracista, trouxe apontamentos sobre a discriminação racial negativa e a relação de poder. “Alguém com poder vai conceder uma vantagem ou vai impor uma desvantagem a partir da leitura racial”, comentou.
A magistrada também afirmou que a discriminação racial negativa continua sistematizada na sociedade. “Tão sistematizada que ela se torna natural e é por isso que racismo estrutural é naturalizado em práticas inconscientes”, completou.
Louise ressaltou que a luta antirracista exige uma ruptura da visão individualista sobre o racismo. “Enquanto tivermos essa visão individualista, defensiva, não conseguiremos avançar no letramento e na luta antirraccista”, apontou.



